Dudu de coelho

Oi povo! Quem posta hoje é a tia e fotógrafa nas horas vagas. Minha estimada irmã me encarregou de fazer o post com as outras fotos do Eduardo com as orelhinhas de coelho carinhosamente confeccionadas no aconchego do nosso lar – porque somos prendadas e um pouco mão-de-vaca. Bom, aí vão as fotos que achei que mereciam algum destaque.

Vale lembrar que tivemos a presença especial da tia torta Gabi, que tem sido uma ajuda e tanto na vida dessa mãe e dessa tia hahaha. Afinal, quem mais acordaria às 8 da manhã pra ver a sessão de fotos do Dudu vestido de coelho, se não a própria mãe e a tia que foi arrastada da cama?

Dudu esbanjando simpatia às 8 da manhã, com nossa falecida Val Marchiori – nome dado ao coelho de hélio, já que ele é tão ELEGANTE quanto a querida socialite.

A simpatia foi embora quando ele saiu do conforto do lençolzinho dele pra encostar na grama. Menino de apartamento.

Quando a tia Gabi chegou e devolveu o sorriso ao menino.

Dudu, Bia e Val num momento de pura descontração e alegria em família (e isso podia ser uma legenda de foto de reportagem da Caras).

Dudu, eu e seu brinquedo favorito.

Tia Gabi, abençoada seja.

Descanso depois da manhã exaustiva de fotos.

(Não reparem que todas usam os mesmos óculos, mas era muito cedo e ninguém tava assim com aquela cara de capa de Vogue e ele era o único salvador presente.)

Bom, espero que gostem. Beijos!

Bia, a mãe abençoada.

Desde que o pequeno nasceu, cheguei a uma óbvia conclusão: essa história de “justiça divina” é balela. Digo isso pelo medo que a Bia sentia do Dudu ser parecido com ela – no jeito, não na aparência. Claro, ele tem um mês apenas, e não dá pra ter certeza de nada, mas ao que tudo vem demonstrando, essa criança é um anjo (BEM diferente da mãe).

Ninguém tem mais propriedade pra falar disso do que eu, nem mesmo meus pais, que viveram na pele a experiência de criar um pequeno monstrinho.

Explico: ao rever uma professora da infância, que deu aulas pra ela e pra mim, o comentário foi “nossa, Bruna, tu era uma criança muito calma, mas a tua irmã, MEU DEUS DO CÉU, ela se ajeitou na vida?” Felizmente, sim. Se ajeitou e muito bem, mas até isso acontecer, eu sofri. Sofri pressões físicas e, principalmente, psicológicas, de uma criança que tinha a sagacidade até de inventar a “Fada da Bia”, algo como um espírito bom que descia sobre ela quando ela precisava que eu fizesse algum favor. Eu, ingênua como sempre, ficava emocionada em ver aquele ser me tratar tão bem, quando há meia hora tinha me dado uma surra ou feito algum tipo de chantagem emocional.

O meu maior problema é que eu nunca fui a irmã mais nova que cresceu e se vingou. Até hoje, sou 15 centímetros menor que ela, ou seja: eu me ferrei a vida inteira. E mesmo assim ela conseguia me deixar com pena quando, depois de me bater por 10 minutos, eu dava um tapinha de nada e ela se jogava no chão “chorando”. Sim, gente, essa é a mãe Bia que vocês presenciam neste blog hoje. Felizmente muito diferente, sem precisar de nenhum tipo de exorcismo nem nada do gênero.

Outros acontecimentos foram mais engraçados, como a vez que ela roubou tubos de cola do almoxarifado do colégio – COM TRÊS ANOS DE IDADE – ou quando ela levou o hamster para a igreja – e obviamente soltou ele lá dentro. Ela também sempre foi o “cérebro” das gangues que ela formava com as amigas, dando sempre ideias de brincadeiras saudáveis e sadias, como colocar jabuticaba dentro do sapato dos outros. Verdade seja dita, ela nunca se divertiu brincando de barbie (e, quando brincava, sempre tinha alguma trama interessante, como roubar marido da outra e por aí vai).

Em suma, dá pra dizer que a bia foi uma criança no mínimo interessante. Claro que o Eduardo ainda vai dar muito trabalho pra essa mãe, mas pelo andar da carruagem, ele veio mais pro lado do pai, mesmo. Até porque, pra ser que nem a Bia, tem que batalhar MUITO.

O primeiro presente

Assim que a ficha caiu e eu percebi que realmente seria tia de uma criaturinha babona e gordinha, pensei: “preciso dar um presente”. No entanto, ainda não havia sequer uma pista se a criança seria menino ou menina, o que dificultava muito minha nova empreitada. Fui atrás de roupinhas amarelas, bichinhos de pelúcia e afins, mas nada me enchia os olhos (a verdade é que roupinhas de menina eram o que mais me enchiam os olhos, mas preferi não arriscar).

Fui até a Saraiva, onde avistei o presente ideal: uma edição especial do Pequeno Príncipe, imensa, todinha em pop-ups. Era o presente ideal da tia-designer, ainda mais considerando que meu papel de tia vai ter grande participação na vida cultural dessa criança, já que eu praticamente babo quando vejo livros e DVDs interessantes pra crianças e não resisto, quero tudo. Pensei que seria um bom presente e também pensei que o Valdir, padrasto-leitor-assíduo, gostaria de participar (primeiro porque ele adora ler e adora presentear com livros, segundo porque o preço da edição de luxo era meio salgado e dividir não ia fazer mal a ninguém). Liguei pra ele, ele adorou a ideia e eu arrematei o livro.

Lindo, né? São as aquarelas originais do próprio Saint-Exupéry, achei divino!

Sei que provavelmente o Dudu só vai aproveitar realmente esse livro daqui alguns anos, quando ele conseguir entender mais do que ‘essas coisas que saltam do papel que eu quero RASGARRR’ mas, ainda assim, foi meu primeiro presente para o meu futuro sobrinho e, por isso, acho que vale o registro.

A outra versão, por Bruna Mendes

Bom, como eu creio que dê pra perceber pelo nome, eu sou irmã mais nova da Bia, tia (feliz da vida) do novo pedacinho de gente que está a caminho. Vim até aqui dar um pequeno relato de como EU descobri a gravidez da Bia e como foi a reação geral – e minha – ao saber que aquela pessoa que me forçava a tomar remédio quando era criança ia, de fato, ser mãe.

Notem a minha cara de desespero na presença do ser maligno da minha infância.

O dia 24 de dezembro de 2010 começou como tantos outros natais. Valdir, padrasto querido, me chamou de manhã pra comprar os presentes de última hora pra mim, pra minha mãe e pra Bia. Levei-o direto a uma loja de sapatos, não tinha tempo pra pensar em outra coisa e isso era um tiro certo. Cheguei em casa com os pacotes, deixei tudo em qualquer lugar e fui até o quarto da Bia ver se ela já tinha acordado. Eis que chego lá e me deparo com uma pessoa cor de gelo, me olhando com um olhar de cachorro pidão e, de repente, a bomba: “Bruna, acho que tô grávida”.

De início, eu pensei que era bobagem, como havia sido tantas outras vezes. Mas, daí, ela me explicou tudo – como explicou também no post anterior – e aí éramos duas pessoas cor de gelo. Naquele momento, a certeza era 99%, pois ainda faltava sair o resultado do exame de sangue pra comprovar. Atualizamos a página do laboratório umas 89 vezes em dois minutos até que, na 90ª, o desespero. O resultado saiu e a Bia, tremendo feito vara verde, não queria abrir. Me meti e abri pra ela, fui rolando a página tentando decifrar aquele monte de sílabas estranhas que não me diziam nada. Por fim, eu vi a palavra que interessava: “positivo”. Não sabia ali exatamente o que era positivo mas, considerando que em nenhum lugar estava escrito “negativo”, deduzi o óbvio: a Bia tava realmente grávida.

Agora é a hora que passa tudo na cabeça: a Bia vai ser mãe, eu vou ser tia, o Tiago vai ser pai, meus pais vão ser avós, minha avó vai ser bisavó, todos pela primeiríssima vez. Deve ser a criança mais pioneira da história, pensei.

Não houve uma lágrima (tirando da minha mãe, que abraçou a Bia dizendo “mas tu ainda é um bebê!”), houve algumas risadas da parte do Valdir, houve muito apoio. A ideia geral era “não estávamos esperando, mas será muito bem-vindo”. O medo geral era “mas a Bia não sabe nem cuidar de um cachorro”. A esperança geral era o instinto materno mágico que surge ao primeiro sinal de desconfiança da maternidade.

Ao que tudo indica, nossa esperança está se concretizando e, apesar de ainda comparar pediatras com veterinários, a Bia tá se saindo bem. O que importa é que estaremos todos por perto quando ela quiser passear com o Dudu na coleira.